terça-feira, 15 de julho de 2014

[Resenha] O Menino da Mala



Título: O menino da mala
Autor: Lene Kaaberbøl e Agnete Friis
Editora: Arqueiro
Páginas: 256
Nota: 4 estrelas
Sinopse: 'Você adora salvar as pessoas, não é? Bem, aqui está a sua chance'. Mesmo sem entender o que sua amiga Karin quer dizer com isso, Nina atende seu pedido e vai até a estação ferroviária de Copenhague buscar uma mala no guarda-volumes. Dentro, encontra um menino de 3 anos nu e dopado, mas vivo. Chocada, Nina mal tem tempo de pensar no que fazer, pois um brutamontes furioso aparece atrás do garoto. Será que ela está diante de um caso de tráfico de crianças? Sem saber se deve confiar na polícia, ela foge com o menino e vai à procura de Karin, a única que pode esclarecer aquele absurdo. Quando descobre que a amiga foi brutalmente assassinada, Nina se dá conta de que sua vida está ameaçada e que o garoto também precisa ser salvo. Mas, para isso, é necessário descobrir quem ele é, de onde veio e por que está sendo caçado.

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O Menino da Mala, é o primeiro livro da série de Nina Borg, acho importante salientar que apesar de ser uma série suas histórias são completamente independentes, então não se preocupe em trocar a ordem. 
Aqui, somos apresentados a Jan, Jucas, Sigita e Nina. Quatro personagens aparentemente distintos. Nina, uma enfermeira da cruz vermelha, que coloca a necessidade dos outros, a cima das suas próprias e da família. Sigita, mãe solteira, que tenta dar o melhor para seu filhinho Mikas. Jucas, quer comprar uma casa e formar uma família com sua namorada Barbara. Jan é um milionário, que mora dentro de uma fortaleza branca, casado com Anne. 
Bom, a vida andava normal até Karin ligar desesperada por ajuda. Nina é designada a resgatar uma mala em um armário da estação ferroviária. Ao retirar a mala do armário, ela constata que é muito pesada, mas ela só poderia abrir a mala do lado de fora da estação. Que loucura! Achar uma criança nua e dopada dentro da mala. (Eu nem sei o que eu faria, em uma situação dessas). 
E agora? Ela tenta ir até a polícia, mas nessa tentativa ela se depara com um brutamontes esmurrando o armário onde estava a mala. Desesperada, ela pega o menino e cai na estrada. 
Enquanto isso, Sigita acorda desorientada no hospital, com as enfermeiras a tratando mal, aparentemente ela bebeu todas e caiu da escada, o único problema nessa história é que ela não bebe. E Mikas onde está? Com a vizinha? Com o pai? Não. 
A história rola na Dinamarca, mas Sigita mora na Lituânia. A narração é feita pelos quatro personagens principais, mas em nenhum momento eu me perdi ou fiz confusão, pois a linguagem e o modo de falar são bem diferentes. O livro não é dividido em capítulos, a estrutura é parecida com a de cenas e esse método de narração dinamiza a leitura e dá um ritmo acelerado a leitura. 
Os personagens são muito bem construídos, mas não posso falar sobre cada um, porque assim eu entregaria alguns pontos importantes. O que posso dizer é que não simpatizei muito com a Nina, acho que por ser personagem principal ela tinha que ser mais ativa, o livro todo ela procurou por informações, mas não fim não aproveitou nada dessas informações. 
O desfecho foi totalmente surpreendente, nunca imaginei nada parecido, as motivações são compreensíveis, mas os métodos são totalmente reprováveis. A cada nova informação você fica sem saber o que pensar. Na sua cabeça você monta o que vai acontecer a seguir, mas aí uma frase muda tudo completamente. 
Uma coisa que deixou a desejar foi a revisão, em um dado momento a uma troca de personagens, Sigita está narrando e nas linhas debaixo muda para Nina, alguns erros de português, mas nada que atrapalhe a leitura. 
Uma leitura que recomendo e muito, para quem adora um suspense policial é uma ótima pedida. Eu gostei muito! Estou ansiosa para os próximos livros da série.


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